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Comunicação eleitoral e marketing político: entenda as diferenças

por BulkServices



Não saber a diferença entre comunicação eleitoral e marketing político pode custar valiosos votos — os quais podem decidir uma eleição — para quem se candidatou. Além disso, ignorar a diferença entre eles também aumenta os custos das campanhas. Para se preparar bem, é importante que tanto os candidatos quanto seus assessores foquem em estratégias de marketing, entendendo as diferenças entre o eleitoral e o político a fim de traçar ações assertivas.

A diferença entre ambos não está focada apenas em questão de nomenclatura, mas sim em questões de conteúdo, estratégias e muito mais. São estratégias bem parecidas e é fundamental conhecer os conceitos para ter sucesso nas campanhas.

Por isso, vamos discutir, neste artigo, sobre as características de cada uma dessas dimensões voltadas para ações políticas. Ficou interessado? Então, continue conosco e tenha sucesso! Boa leitura!

O que é marketing político?

É uma área dentro do marketing que tem como objetivo principal o contexto político-eleitoral. A finalidade é analisar vários dados a fim de entender as necessidades e os anseios do eleitorado.

Dessa forma, é possível adequar o discurso do candidato e criar uma imagem que vai poder ser usada em futuras disputas, assim como em situações em que se precisa do apoio da população para atingir determinados objetivos.

Estamos falando de uma estratégia que deve ser seguida em longo prazo. Na maioria das vezes, antes da campanha e durante o mandato. É exatamente com esse tipo de marketing que o candidato vai criar relações com os seus eleitores, com o fortalecimento da ligação com o público e com a construção de um banco de contatos.

Em outras palavras é tentar entender o que o público anseia em determinado momento visando fazer uma adequação do discurso para não fugir das preocupações da população.

Vale ressaltar que, para que as estratégias funcionem, o primeiro passo é realizar pesquisas. Vai ser por meio delas que o candidato saberá quais são as dificuldades, as queixas e os desejos dos seus potenciais eleitores. Após fazer isso, é fundamental que se trace o perfil do público-alvo.

Assim, com esse perfil em mãos, basta voltar toda a postura do político para ele. As roupas, o vocabulário, os eventos, as redes sociais etc. devem estar compatíveis com o eleitorado.

Vale lembrar que o objetivo do marketing político não é apenas vencer a eleição, mas sim construir uma imagem carismática e forte perante o público. Para tanto, é necessário criar diversas estratégias permanentes, como por exemplo:

  • conservar uma boa relação com os eleitores: quem tem como objetivo tentar a reeleição deve dialogar com o eleitorado. Para isso, é preciso mandar e-mails ou SMS com frequência, recebê-los bem no gabinete, atender as solicitações com bastante atenção e interesse etc;

  • manter uma presença constante na internet: é imprescindível que o político tenha perfis em redes sociais e sites para nutrir um relacionamento com o público.

O que é comunicação eleitoral?

Quanto à comunicação eleitoral, essa deriva do marketing político. Mas, afinal, qual é a principal diferença? É simples: nessa modalidade, as ações são programadas, ou seja, tem data de início e fim, portanto, são voltadas ao pleito.

O conjunto de ações que são colocadas em prática visa a maior adesão a uma causa ou ideia, tendo como base as análises realizadas durante o processo de marketing político. Dessa forma, a comunicação eleitoral vem com o propósito bem definido, o qual geralmente é tornar o candidato atraente no período de eleição.

Essa diferença entre o marketing político e a comunicação eleitoral é o que atribui sentido às estratégias a serem adotadas em cada situação.

Afinal, enquanto o marketing político foca na consolidação da marca, seja de coligações e partidos, seja pessoal, a comunicação eleitoral foca na meta de conversão, ou seja, na eleição.

Afinal de contas, quais são as reais diferenças entre marketing político e comunicação eleitoral?

Bom, até agora você já deve ter percebido que a comunicação eleitoral não pode sobreviver sem o marketing político, certo? Afinal, é o marketing político que norteia a definição de estratégias e as ações durante uma campanha da comunicação eleitoral. Mas, e na prática? Você sabe qual é a diferença entre eles?

Para que você entenda melhor essa questão, tenha em mente uma das principais reclamações dos eleitores: “O candidato tal só aparece quando é época de eleição, e depois some!”.

Com certeza, você já ouviu muito essa frase, não é mesmo? Provavelmente, esse tal candidato só investiu em comunicação eleitoral, ou seja, estabeleceu suas estratégias em curto prazo e apenas com um único propósito: vencer a eleição.

Já o marketing político tem o objetivo de criar uma imagem forte do candidato perante os eleitores. Para isso, é preciso criar e desenvolver ações de maneira permanente — e não apenas em época de campanha.

Vale reforçar que um candidato que segue estratégias de marketing político não deve pedir votos, mas sim aproximar-se dos seus eleitores. Há várias maneiras de fazer isso, como, por exemplo, participando de eventos, mantendo presença constante na internet, dialogando com seu eleitorado, entre outras.

A estratégia é muito relevante, principalmente, para aqueles políticos que estão tentando a reeleição. Afinal, as pessoas estão cansadas dos candidatos “sazonais”, ou seja, aqueles que só se tornam presentes na época eleitoral e depois não dão mais notícias.

Dessa forma, o marketing político é como se fosse o alicerce da comunicação eleitoral — a qual ocorre apenas durante a campanha. Ainda não ficou claro para você? Então confira o nosso resumo:

Marketing político

  • estratégias criadas e desenvolvidas em longo prazo;

  • o objetivo principal é construir uma imagem forte do candidato;

  • é necessário entender o perfil do público-alvo a fim de criar ações eficientes.

Alguns exemplos de estratégias adotadas dentro do conceito de marketing político:

  • participação em eventos: para ganhar a confiança dos eleitores;

  • presença constante na internet: o político deve manter perfis em redes sociais e sites com a finalidade de dialogar com o público;

  • criar o perfil do candidato: a vestimenta, o discurso, o plano de governo etc. precisam estar relacionados com o perfil dos eleitores;

  • boa relação com o público: principalmente quem tenta uma reeleição deve manter relação com o público, por exemplo, recebendo-o no gabinete.

Comunicação eleitoral

  • as estratégias têm curto prazo;

  • o objetivo principal é fazer o candidato vencer a eleição;

  • cria ações de comunicação e de divulgação durante o pleito eleitoral.

Algumas estratégias adotadas dentro do conceito de comunicação eleitoral:

  • pesquisas sobre os principais concorrentes;

  • criação de propagandas eleitorais, slogans, campanhas online, panfletos, plano de governo, discursos etc. durante a campanha;

  • definição da vestimenta, tom do discurso e dos temas principais que são abordados pelo candidato em determinado pleito;

  • análise sobre o quadro atual de políticos de determinada cidade, estado ou país.

É preciso frisar que, apesar de estarmos falando de conceitos distintos, comunicação eleitoral e marketing político devem caminhar juntos. Somente assim, é possível construir uma carreira de sucesso, longa e duradoura.

E aí, o que achou deste texto? Gostou? Ficou alguma dúvida sobre algum dos conceitos ou sobre suas diferenças? Então, deixe o seu comentário e compartilhe suas ideias!

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